Espelho.
O mundo é como um espelho: para mudar o reflexo, é preciso mudar a si mesmo primeiro.
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Peelings químicos: o que você precisa saber em 2026 sobre o assunto
COSMIATRIA
Que tal saber o que tem de mais moderno e atual no uso dos nossos queridos peeling químicos em menos de 5 minutos? Vem que te contamos - com feat. especial rs. Leia para descobrir.
» Ao longo da história, o ser humano aprendeu, através da experimentação, que determinadas substâncias aplicadas na pele conseguem removê-la e que, dependendo da profundidade da agressão, o organismo substitui o tecido lesionado.
Em mãos bem treinadas, o peeling químico continua sendo ferramenta inteligente ao dermatologista no cuidado dos pacientes.
Longevo, e muito atual
Apesar da longevidade do seu uso, o peeling segue mais atual do que nunca.
Novas substâncias, novas técnicas e releituras de técnicas clássicas continuam surgindo. Como vice-presidente da Sociedade Internacional de Peeling, pedimos ajuda ao Felipe Ribeiro (@feliperibeirodermato) para filtrar o que realmente acrescenta valor do que é apenas tendência, marketing ou metodologia frágil quando o assunto são os peelings.
O resultado? Um apanhado mais que completo com artigos publicados em 2026 (sim, mais atual do que nunca!) sobre peelings e o que realmente vale atenção neles.
Melasma: retinol ou glicólico?
Rini e colaboradores compararam peeling de ácido glicólico 35% com peeling de retinol 4% no melasma. O estudo merece atenção pelo desenho randomizado, avaliador cego e uso de dermatoscopia.
O resultado final foi simples: ambos funcionaram e nenhum foi superior ao outro. O retinol irritou mais. O ponto fraco foi a descrição técnica insuficiente do peeling.
Dica prática: em peeling químico, execução importa tanto quanto substância.
Acne: TCA ou dapsona?
No trabalho de Atallah et al., TCA 20% foi comparado à dapsona tópica 7,5% em acne leve a moderada. O desenho split-face é interessante porque coloca um peeling frente a uma terapia anti-inflamatória clássica.
Ambos melhoraram acne, com discreta vantagem da dapsona nas lesões inflamatórias. Ainda assim, o estudo é pequeno, curto e metodologicamente limitado.
Peeling “biofunctional” na acne
» Houve melhora clínica, mas com forte participação comercial, amostra mínima e ausência de grupo controle. Além disso, a formulação foi descrita em faixas amplas de concentração, o que reduz bastante o valor técnico do estudo.
Microagulhamento e peeling: dá match
Os trabalhos envolvendo microagulhamento associado a peeling continuam crescendo. O estudo piloto de Măgerușan et al. mostrou melhores resultados na combinação entre microagulhamento e peeling do que no peeling isolado.
» O problema é que o grupo combinado recebeu mais estímulo e mais intervenção, o que compromete a comparação direta. Ainda assim, o conceito chama atenção.
Essa discussão aparece de forma mais interessante no estudo histológico de Landau e colaboradores sobre FICEX (Fractionally Intensified Chemexfoliation). O trabalho mostrou que o microagulhamento permitiu ao ácido glicólico atingir a derme, algo que não ocorreu no peeling isolado. É um estudo pequeno, ex vivo e sem avaliação clínica, mas conceitualmente provocativo.
Shallow now?
O trabalho reforça algo básico, mas frequentemente negligenciado: profundidade importa.
» Para guardar: peelings superficiais renovam epiderme, os médios e profundos remodelam derme. O fenol-croton demonstrou os efeitos mais intensos e duradouros sobre colágeno e elastina.
Você piscou e em 5 minutos aprendeu o que temos de mais atual na literatura sobre o bom e velho peeling!
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Canetas emagrecedoras e queda de cabelo: o que dados revelam?
TRICOLOGIA
O uso das canetas agonistas do receptor de GLP-1 (GLP-1RAs), como a semaglutida e a tirzepatida, revolucionou o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.
Mas.. essa popularidade também trouxe à tona a necessidade de investigar efeitos colaterais cada vez mais vistos, como a aumento de diagnósticos de alopecias logo no início do tratamento.
» Um novo estudo de grande escala, utilizando a base de dados multicêntrica TriNetX, traz dados sobre essa associação analisando dados de mais de 1 milhão de pacientes e investigando a conexão desses fármacos com a queda de cabelo de início recente.
A pesquisa revelou que pacientes que utilizam esses medicamentos têm um risco significativamente maior de desenvolver diferentes tipos de alopecia em comparação com aqueles tratados com metformina.
Eflúvio telógeno e anágeno: o risco de queda de cabelo difusa foi 2,42 vezes maior.
Alopecia androgenética: o risco de AA de padrão masculino/feminino aumentou até 2,58 vezes na análise mundial.
Alopecia areata: houve um aumento de 1,72 vezes no risco desta condição capilar autoimune.
Um ponto fundamental é que o risco aumentado começou a ser notado no 6 meses iniciais de tratamento.
Além disso, as evidências sugerem que a queda de cabelo pode ser um efeito direto do medicamento, e não apenas uma consequência da perda de peso rápida, visto que as reduções de IMC foram modestas e comparáveis entre os grupos estudados.
Na prática, não significa parar a medicação visto os benefícios que podem causar. Mas, é sempre importante orientar os pacientes sobre a possibilidade de queda de cabelo ao iniciar essas terapias além de realizar busca ativa em quem estiver em uso.
Embora os benefícios metabólicos dos medicamentos sejam robustos, o monitoramento clínico da saúde capilar torna-se um aspecto importante do cuidado contínuo.
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Ácido tranexâmico no tratamento de hiperpigmentações: lembre-se dele
TERAPÊUTICA
O manejo do melasma e da hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI) é um dos maiores desafios na prática dermatológica de todos os dias. Onde entra o ácido tranexâmico (AT) nesta história? Vamos descobrir.
Diferente dos clareadores tradicionais, o AT bloqueia a ativação de mediadores que estimulam o melanócito, oferecendo resultados robustos e com menor risco de irritação.
Por que o ácido tranexâmico?
Multimodal: ele não apenas reduz a produção de melanina, mas também diminui a formação de novos vasos sanguíneos e a inflamação subjacente, fatores cruciais para evitar a recidiva do melasma.
Uso oral: apesar do medo de muitos, estudos indicam que o uso oral pode levar a uma melhora clínica em até 95,9% dos pacientes em protocolos de seis meses.
Segurança tópica: formulações de 3% a 5% mostraram eficácia comparável à hidroquina, porém com melhor tolerabilidade e menos reações adversas locais.
Prevenção de HPI: o AT é uma ferramenta poderosa para prevenir manchas após traumas ou procedimentos a laser, especialmente em fototipos mais altos.
A palavra é versatilidade.
Seja por via oral, tópica ou através de microinjeções (mesoterapia), o ácido tranexâmico demonstra ser uma opção segura e bem tolerada, com efeitos colaterais mínimos quando bem indicado.
Na próxima vez que for tratar um melasma.. lembre-se dele!
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