Preferências.
Para refletir: na maioria das vezes, você prefere estar perto de quem fala ''pobrema'' ou do que de quem cria eles?
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Uso de minoxidil tópico e intoxicação dos nossos melhores amigos: um alerta
TRICOLOGIA
Minoxidil faz mal para pets? Sim, pode fazer, especialmente para gatos.
» Embora o minoxidil tópico seja seguro para humanos, há relatos de intoxicação em cães e gatos após ingestão do produto ou contato com cabelo, pele ou roupas contaminadas do tutor.
Os sintomas podem incluir letargia, hipotensão, taquicardia e até edema pulmonar. Em séries publicadas, até 15 a 30% dos gatos expostos morreram, enquanto mortes em cães são raras.
A principal forma de exposição é simples: o animal lamber o cabelo ou a pele do dono após a aplicação do produto. Quase todos os donos não sabiam que o minoxidil poderia ser tóxico para pets.
Moral da história: o minoxidil continua sendo um tratamento importante para alopecia, mas vale orientar pacientes com pets a evitar contato do animal com o produto, lavar as mãos após aplicar e não deixar frascos ou roupas contaminadas acessíveis.
Pequeno detalhe da consulta… que pode evitar um grande problema doméstico.
» Medidas simples reduzem muito o risco:
✔ Aplicar o produto longe do animal;
✔ Lavar as mãos após aplicação;
✔ Evitar que o pet lamba o couro cabeludo ou a pele tratada;
✔ Evitar dormir com o pet logo após aplicar o produto;
✔ Tocar ou lavar roupas de cama contaminadas.
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PLLA e ultrassom microfocado: encontramos a melhor sequência da associação?
COSMIATRIA
PLLA com ultrassom microfocado funciona melhor do que cada tratamento isolado? Segundo um estudo experimental pré-clínico em modelo animal, sim e a melhor sequência parece ser aplicar o MFU antes do bioestimulador.
O trabalho a seguir avaliou a combinação de ácido poli-L-láctico (PLLA) com ultrassom microfocado (MFU) para rejuvenescimento cutâneo.
» Foram utilizados três porcos miniatura Bama, cuja pele é considerada semelhante à humana em espessura dérmica, fibroblastos e composição de colágeno.
Cada abdome dos porquinhos foi dividido em seis áreas de 5 × 5 cm que receberam diferentes intervenções: PLLA isolado, MFU isolado, MFU antes do PLLA, MFU um mês antes, MFU um mês depois ou nenhum tratamento. Após 180 dias, foram realizadas biópsias cutâneas para análise histológica.
A combinação MFU seguido imediatamente de PLLA apresentou o melhor resultado, com aumento de 35,2% na espessura dérmica, comparado a 23,7% com PLLA isolado.
O MFU aumentou principalmente colágeno tipo I (mais espesso e estrutural) e melhorou a organização das fibras, enquanto o PLLA estimulou colágeno tipo III, típico das fases iniciais da neocolagênese. A associação das duas técnicas gerou maior remodelação dérmica, com diferença estatisticamente significativa.
Nos tecidos tratados também foram observados septos adiposos mais espessos e organizados e maior regeneração de elastina nos grupos combinados. Um ponto relevante foi a segurança: o MFU não acelerou a degradação do PLLA nem aumentou a inflamação, com tamanho das partículas semelhante entre os grupos.
A hipótese proposta pelos autores é que o MFU cria microlesões térmicas que ativam fibroblastos e organizam o colágeno, enquanto o PLLA estimula a produção progressiva de novas fibras. Assim, o ultrassom poderia “preparar” o tecido para uma resposta bioestimuladora mais intensa.
Como limitação, trata-se de estudo em modelo animal, e os resultados ainda precisam ser confirmados em humanos. Mesmo assim, os dados sugerem que a sequência MFU antes do PLLA pode potencializar a remodelação dérmica.
É o famoso ditado: um é bom, dois é melhor ainda.
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Remodelando a pele na menopausa: muito além de hormônios
ENVELHECIMENTO
No episódio anterior vimos a base fisiológica: a pele na menopausa reflete, em parte, a deficiência estrogênica sistêmica. Por isso, quando indicada, a terapia de reposição hormonal (TRH) atua na raiz do problema. Também discutimos o papel limitado do estrógeno tópico e o uso mais modesto dos fitoestrogênios, que funcionam como moduladores leves do receptor de estrogênio.
» Neste episódio, entramos no segundo pilar do artigo: estratégias que remodelam tecido, independentemente do eixo hormonal. Essa parte inclui três grandes grupos: retinóides, cosmecêuticos e procedimentos dermatológicos.
O que o dermatologista não pode esquecer é simples:
Retinóides continuam sendo a intervenção tópica com melhor evidência científica para envelhecimento cutâneo.
Cosmecêuticos têm plausibilidade biológica variável, incluindo hidratantes, peptídeos sinalizadores, fatores de crescimento e exossomos, mas a qualidade da evidência ainda é heterogênea.
Procedimentos ganham protagonismo, especialmente bioestimuladores, preenchedores com ácido hialurônico e tecnologias baseadas em energia.
Entre os procedimentos discutidos, aparecem:
Bioestimuladores como PLLA. O artigo cita ensaios clínicos randomizados mostrando melhora de elasticidade, hidratação e espessura dérmica.
Preenchedores de ácido hialurônico intradérmico, melhoram textura e hidratação. A evidência disponível inclui principalmente estudos retrospectivos e séries de casos.
Laser CO₂ fracionado, considerado padrão-ouro para resurfacing. Existem ensaios clínicos e revisões sistemáticas mostrando melhora significativa da qualidade da pele, embora com maior tempo de recuperação.
Ultrassom microfocado, que promove remodelamento dérmico e lifting. Estudos histológicos demonstram formação de colágeno e elastina até cerca de 90 dias após o tratamento.
» Na pele da menopausa, o melhor resultado raramente vem de uma única estratégia. O tratamento tende a ser multimodal, combinando terapias tópicas com procedimentos capazes de estimular colágeno e reorganizar a matriz extracelular.
Por uma dermato melhor.
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